top of page
Buscar

Pránáyáma: A Ciência da Respiração


O Prána ou Bioenergia


Para falarmos de Pránáyáma temos obrigatoriamente que iniciar por falar de Prána.

O Prána é para o yoga o mesmo que a eletricidade é para a civilização:

Uma fonte de energia!

Imaginar todas as máquinas de que dispõe a nossa civilização esquecendo a energia que as coloca em movimento seria dar uma falsa imagem da nossa civilização, do mesmo modo, falar de Yoga desconhecendo o Prána, bem como, a sua ação sobre o nosso organismo, como armazená-lo e dirigi-lo para os centros energéticos principais é ignorar o verdadeiro yoga.

Apesar de podermos praticar e fazer muitos ásanas sem nos preocuparmos com o controle e absorção de Prána, pois as posições do yoga asseguram quase automaticamente o equilíbrio pránico sem que o praticante tenha que preocupar-se com ele, porém, ao evoluir e atingidas a fase mais adiantada das posições é necessário ultrapassar este estado mecânico e atingir o Pránáyáma.

Mas, então o que é o Prána e o que pensa dele a ciência?

Será uma força oculta e misteriosa fonte de poderes milagrosos?


Para Swamin Shivánanda,

Prána é o somatório de todas as energias contidas no universo”.


Para os yoguis o universo é composto por Àkasha, o éter cósmico e por Prána, a energia.

Quando o Prána age sobre Àkasha, nascem todas as formas de matéria.

O magnetismo é uma forma de Prána assim como a eletricidade e a gravidade.

Tudo o que se move no nosso universo é uma manifestação de Prána, os ventos, as marés, maremotos, terramotos, a deslocação dos aviões, comboios, os pensamentos etc.

O Prána é Universal, existimos num oceano de Prána e cada ser vivo faz parte dele interferindo, interagindo e utilizando-o.

Segundo os yoguis o Prána está presente no ar, mas não é o oxigénio nem o nitrogénio nem nenhum dos componentes químicos da atmosfera.

O Prána existe nos alimentos, na água, na luz solar, mas não é nem as vitaminas nem o calor nem os raios ultra-violetas. O ar a água e os alimentos e a luz solar servem de veículo ao Prána da qual depende toda a vida, animal e vegetal. Então, Prána é a energia subtil do universo.

O Prána penetra todo o corpo até nos pontos em que o ar não entra. O Prána é o nosso verdadeiro alimento.


CONTROLO CONSCIENTE DO PRÁNA

Descobrir a existência do Prána é fantástico. Descobrir que é possível controlá-lo e conhecer as

leis e técnicas que possibilitam este fim é maravilhoso: os yoguis fizeram ambas.


A ciência de controlo do Prána é o Pránáyáma.

Porém, todos os exercícios do yoga têm este objetivo, e não apenas as técnicas respiratórias.

Um único exemplo: mediante o controlo do Prána os yoguis abrandam os batimentos cardíacos.

Traduzir “Pránáyáma” por “ exercícios respiratórios” seria uma limitação lamentável do alcance desses exercícios, e desconheceria o seu verdadeiro objetivo: a captação, a acumulação, direcionamento e o controlo consciente das energias vitais pránicas no nosso corpo.


Em última análise, o Pránáyáma é também a meta do Ásana, do Bhanda e do Mudrá; pois, existe uma forte interação entre a mente e o Prána. O Yoga tem uma grande componente mental

Prána é o somatório de todas as energias do Universo. Prána não é nem o magnetismo, nem gravidade, nem a eletricidade, estes diversos fenómenos são manifestações do Prána Universal. Prána manifesta-se em qualquer lugar onde exista movimento no Universo.

Os movimentos mais ténues, como os dos eletrões que rodeiam o núcleo atómico, passando pela força muscular, constituem outras tantas manifestações do Prána Universal.

A vida, a “força vital”, é uma manifestação pránica como as outras.

Segundo os Grandes Mestres o corpo está envolto em cinco invólucros ou os cinco corpos, estes são respetivamente, o corpo físico, composto por ossos e músculos, o corpo fisiológico, ou orgânico dos órgãos vitais, o corpo mental, intelectual e psicológico da mente e do sistema nervoso, que inclui a sensação de perceção, o corpo da inteligência, emoções, ação e vontade própria da faculdade mental e o corpo do Eu ou do Si.

A prática do Yoga tem que penetrar estes cinco invólucros ou corpos. De forma a simplificar deixe-me colocar assim este assunto: O sistema nervoso é a ponte entre o corpo subtil e o corpo externo, chamado corpo fisiológico. Os nervos são como a ponte entre o corpo e a mente, assim, o corpo mental é a ponte entre Pránáyáma e o corpo do Eu ou do Si. É este interpenetração da atenção e toque de consciência o entrelaçar consciente dos níveis físico, fisiológico, mental, intelectual e espiritual , uma atenção de união que disciplina a consciência e que faz a ligação e coordenação entre todos os cinco invólucros enquanto pratica Ásana e Pránáyáma.

A climatologia biológica permite extrair importantes noções para a compreensão do yoga e das nossas reações em diversas regiões geográficas ou condições climáticas.

Retemos por agora apenas que o “Gradiente potencial” da atmosfera difere consideravelmente segundo o local e a época (variações diurnas e estacionais).

Sabemos que os fatores cósmicos influenciam as fases da lua, a atividade solar entre outros.

Todos os fatores meteorológicos são modificados e em algumas circunstâncias o campo elétrico pode até inverter-se temporariamente


PRÁNA= IÕES NEGATIVOS

Centremos a nossa atenção na ionização da atmosfera. O Raio constitui uma das suas manifestações mais evidentes. Um único raio descarrega no ar o equivalente ao consumo total da energia elétrica de vários dias numa cidade como por exemplo Paris.

Antes de mais recordemos que um ião é um átomo carregado eletricamente, e que os iões são os grandes responsáveis pela vida das nossas células, constituindo em grande parte o seu potencial vital, ou seja pránico.


Na atmosfera encontramos dois tipos de iões:


- Os iões negativos, são minúsculos e muito ativos eletricamente, carregam energia quase em estado puro. No ar que respiramos existem de uma forma geral constituídos por um ou mais átomos de oxigénio ou nitrogénio e transportam a carga de um único electrão.

Os pequenos iões negativos proporcionam vitalidade ao organismo e representam o Prána atmosférico na sua forma ativa.

- Os grandes iões ou iões lentos, são formados por um núcleo poli molecular,

consequentemente muito mais pesado, ao qual se agrega um ião negativo normal, absorvido pelos iões lentos.

Assim, os pequenos iões negativos são vitalizantes e são rápidos, muito movimentados, enquanto os iões grandes são lentos e fazem armadilhas aglutinando por atracão os pequenos iões negativos.

A presença de muitos iões lentos formados por aglutinação de iões negativos muito movimentados diminui substancialmente a condutividade do ar.

Generalizando podemos dizer que a concentração de pequenos iões na atmosfera diminui quando existe uma grande concentração de iões lentos e vice-versa, ou que a concentração de uns é inversamente proporcional à concentração dos outros.

Esta é a razão porque existe uma superabundância de iões lentos na atmosfera impura das grandes cidades.


No campo, onde o ar está limpo, contam-se um, dois ou três pequenos iões por cada ião grande enquanto nas grandes cidades a proporção é de um pequeno contra 275 grandes, e em certos casos esta proporção é de 1 para 600.

Se considerarmos que os iões negativos são os grandes obreiros da vida no interior das células, compreendemos que a pobreza de Prána na atmosfera das grandes cidades seja tão debilitante para o homem.

Assim se explica e confirma as teorias yoguicas que afirmam que o Prána não é nem oxigénio nem nitrogénio nem nenhum dos constituintes químicos da atmosfera, porque a proporção de oxigénio na atmosfera é a mesma no campo e na cidade.

O que faz com que o ar das grandes cidades seja menos tonificante e vivificante que o do campo é a presença predominante de iões lentos e a ausência de iões negativos.

Por conseguinte, as partículas de pó são tão perniciosas, senão mais, que os gases de escape dos carros e as emissões industriais, porque absorvem e neutralizam todo o Prána da atmosfera.

E nem se pode concluir que basta acondicionar o ar e limpá-lo de pó antes de o respirarmos, porque o acondicionamento de ar não lhe restitui os iões negativos.


FONTES DE PEQUENOS IÕES REVITALIZANTES


Ionizar negativamente os átomos de oxigénio, é agregar-lhes energia elétrica.

Isto não se obtém senão sob a influência de importantes forças de energia, tais como as emissões telúricas ou seja as emanações radioativas naturais da terra, que são baixas e com pouca expressão e, sem dúvida, temos como fonte principal de iões negativos vitalizantes as radiações eletromagnéticas de curta longitude de onda que proveem do Sol, o inesgotável gerador de energia.

Outra fonte: os raios cósmicos; estes são muito importantes, dado que a radiação solar é intermitente (alternância do dia e da noite, interposição da camada de nuvens), enquanto os raios cósmicos irradiam dia e noite e atravessam as camadas mais espessas de nuvens sem perder nenhuma da sua energia, encontramo-los inclusivamente no solo terrestre.

Enormes quantidades de iões vitalizantes são produzidas pelas grandes massas de água em movimento ou em estado de evaporação: por isso o ar é tão vitalizador á beira-mar – e no solo devido à presença de iodo, representando este um papel menor.

No mar existem todas as condições para uma ionização vitalizante máxima: grandes massas de agua em movimento e em evaporação, aumento da ação do vento, ausência de pó, ionização máxima pelo Sol e pelos raios cósmicos.

Ao longo da costa banhamo-nos num oceano de Prána, por vezes demasiado intenso para alguns organismos ultrassensíveis, incapazes de absorver e distribuir esta afluência superabundante de energia. Algumas crianças ficam até nervosas e irritadas e alguns adultos não conseguem dormir.

As técnicas yoguicas do Pránáyáma têm por finalidade, entre outras, permitir-nos fixar uma maior quantidade de Prána, armazena-la e repartir por todo o organismo dirigindo-a onde seja mais necessário.

Estas considerações conduzem-nos a um ponto muito importante, pois como diz


Swamin Shivananda: “Um grama de prática vale mais que toneladas de teoría


O homem carrega-se negativamente de eletricidade atmosférica absorvendo pequenos iões negativos.

Deste modo, a ciência ocidental aproxima-se das teorias yoguicas relativas ao Prána,


RESUMO

O Prána é o somatório de todas as energias do Universo.

O Prána com “p” minúsculo, é uma forma particular deste; na atmosfera está representado principalmente pelos pequenos iões negativos.

O conteúdo do Prána na atmosfera está sujeito a variações muito importantes, estacionais e geográficas.

Os grandes iões lentos carecem de interesse do ponto de vista pránico; e por serem armadilhas para os iões pequenos, são inclusivamente nefastos.

O pó, o fumo, a neblina privam o ar de Prána.

O Sol, os raios cósmicos, as massas de água em movimento e em evaporação são os principais fatores de ionização e carregam o ar de Prána.

Existe um metabolismo da eletricidade. O organismo absorve eletricidade atmosférica, utiliza-a e evacua pela pele; quanto mais ativo é este metabolismo por absorção de iões negativos e a evacuação da eletricidade em excesso, mais “vivo” e de boa saúde estará o organismo.


Prána e o Clima

O ar, do ponto de vista químico, é uma simples mistura gasosa composta em volume por 21% de oxigénio, 78% de nitrogénio e 1% de árgon e outros gases raros. Enquanto que, na superfície do globo, a sua composição é fisicamente de uma constância notável, eletricamente, pelo contrário, é de uma variabilidade surpreendente. De um instante para outro as suas propriedades variam consideravelmente, inclusivamente invertendo-se por vezes.

1º. ZONAS DE GRANDE CLIMA

São regiões cujo campo elétrico atmosférico é muito elevado, elevando-se a voltagem pelo menos a 100 volts por metro. Estas zonas correspondem ao que clamamos as “estacões de ar muito puro”; são fisiologicamente excitantes.

2º. ZONAS DE CLIMA MEDIANO

NESTAS regiões a diferença de potencial varia entre 30 e 100 volts por metro.

Estas “estações de ar puro” são vivificantes, porém menos excitantes e menos tonificantes que

as zonas de grande clima.

3º. ZONAS DE CLIMA PEQUENO

A diferença de potencial desce aqui a menos de 30 volts. Estas regiões têm uma atividade vital muito menor que as anteriores; exercem uma influência secante nas pessoas muito nervosas.

4º. ZONAS DE CLIMA ZERO

Infelizmente devemos adicionar um quarto clima, criado pelo homem: o dos locais de habitação onde vivem uns 300 dias por ano cujo potencial é quase zero.

Normalmente, o cidadão” que vive na atmosfera contaminada pelas fábricas e escritórios deveria ir fortalecer-se, e revitalizar-se nas zonas de grande clima para recarregar as suas baterias nervosas de modo a poder suportá-lo. Para escolher o lugar de férias devemos saber reconhecer os diversos climas.

O que não significa que para escolher o local de férias se tenha que andar com voltímetro no bolso. Claro que não. Alguns critérios permitem-nos reconhecer facilmente estas diversas zonas, primeiro pelo aspeto da paisagem, depois pelo tipo de vegetação, já que esta depende tanto do tipo de clima como da composição do solo.

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page